quarta-feira, outubro 22, 2014

O que os Clientes Gostam - Notas de leitura do livro de Harry Beckwith “What clients love"

"Tudo o que você pode fazer, ou sonhar, comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia. Comece agora. " Goethe

Nota de leitura do livro de Harry Beckwith“What clients love"


Estou relendo o livro de Harry Beckwith “What clientslove – a field guide to growing your business”

            Areflexão realizada por este autor é tão interessante que resolvi partilhar comtodos os leitores do meus textos.

Vale a pena ler estelivro que começa com a seguinte questão:
  • Será o seu negócio possível? Terá o seu negócio êxito?
  • Primeiro tente responder à seguinte pergunta:  - O que é que as pessoas gostam?
Não é importante o que os clientes dizemque querem. A verdade é que os clientes na maioria das vezes não sabem o quequerem!
O que é importante é que o empresário façaperceber aos clientes que aquilo que tem para oferecer é exatamente aquilo queeles querem.

Explica Harry Beckwith que nenhum clientepensou que precisava do multibanco e cartões de crédito, da Disneylândia , dostelemóveis.
Estes produtos e conceitos foram criadospor empresários brilhantes que pensaram que as pessoas adorariam ter estesprodutos ou serviços e criaram-nos para os seus clientes usarem e adorarem.
Transmite também algumas ideias de como devemosdesenhar os nossos projetos empresariais:     
·         Pede-nos para ponderarmos sobre aforma de como faríamos concorrência ao nosso negócio! Depois desta ponderação eidentificarmos uma fraqueza, só temos de ter uma atitude – ELIMINÁ-LA! 
·        Pede-nos para fazermos uma pergunta a nóspróprios. “Se eu começar do zero, o quefaria diferente?”
·         Indica-nos que o valor doplaneamento está no processo, porque nos  ensina muito sobre os colaboradores, clientese mercado!
·        Pede-nos para encontrarmos o “white hotcenter”. Existem especialistas, editores de opinião, pessoas com poder einfluência que tem capacidade de criar seguidores e conseguem ditar as escolhasaos clientes. DEVEMOS USÁ-LOS.

PLANEAMENTO

Apresenta-nos os seguintes 14 Princípios de Planeamento:
1.    Esqueça o futuro. Temos previsões eprofecias, podem não ser verdadeiras! As pessoas pensavam que TV eliminaria anecessidade de rádio. Não aconteceu! Devemos planear nas nossas previsões e deacordo com aquilo que entendemos que as pessoas irão adorar.
2.    Pare de ouvir. Os homens não admitem quechoram! As pessoas não se revelam facilmente  O público do sexo masculinonunca vai admitir que derramar lágrimas. Quando fazemos pesquisas ao mercadodevemos olhar para aquilo que não é visível!
3.    Celebre a loucura. Porque é que as pessoasficam uma noite inteira sentadas a ver um reality show? A sua ideia podeparecer tola , por ser tola é que funciona!
4.    Resistir autoridade. Coloque 8 pessoas emuma sala e veja como a personalidade Alfa se assume. Se você é um Alfa, deveráaprender a ouvir pois os outros tem também ideias;
5.    Olhe para os especialistas com ceticismo;
6.    Cuidado com as pesquisas científicas demercado, elas raramente revelam o que os clientes realmente gostam;
7.    Desconfie da  sua experiência ememória. Às vezes, nós lembramo-nos de coisas que nunca aconteceram. Noventapor cento das testemunhas oculares de crimes transmitem dados errados;
8.    Confiança e desconfiança. Não permita queas convicções de outras pessoas fortes o influenciem. Eles usam a confiançacomo ferramenta de persuasão;
9.    Evite  a perfeição. Busque aexcelência profissional;
10.  O senso comum vai mantê-lo longe de problemas, mas romper requerimaginação.
11.  Abrace impaciência. As grandes organizações sofrem de inércia. É necessáriomanter o negócio em constante movimento;
12.  Procure a água. Nunca sabe onde a água está até a encontrá-la;
13.  Gaste menos tempo num determinado plano, e envie equipas pequenas emdiferentes direcções. Nada no negócio está garantido. Sucesso do passado não éa garantia de futuro. Para aprender e viver é necessário continuar a trabalhar;
14.  Procure o investimento que tragam maiores retornos. Cada minuto e cada notagasta deverá trazer benefícios maiores que o investimento. Esteja sempre esempre atento para conseguir melhores resultados.

Harry Beckwith manda-nos esquecer a "declaração de missão / visão", que está afixada na parede doescritório, à qual ninguém presta verdadeiramente atenção. Pois é uma simplesdeclaração de propósitos.
Sugere que se renomeie missão e que aapresentemos como uma “paixão”, ou  “ nosso motivo de trabalharmos todosos dias”. Indica também que não deverá ser só sobre ganhar dinheiro! Deverátambém apresentar uma indicação poderosa e ambiciosa para atrair clientes einspirar funcionários e que por si própria coloque a empresa a produzirresultados.
Sugere também que se comunique melhor avisão e que seja transmitida uma ideiaforte e firme, como JFK o fez quando afirmou “A América vai colocar o homemna Lua”.
Se toda gente se sentir confortável comesta ideia de visão, o êxito não está garantido. A ideia tem que criar algumdesconforto para obrigar pessoas a reagirem.
Constata o autor que as pessoas são maishonestas quando falam ao telefone, porque nós não estamos a vê-la. Compara asituação como se a pessoa estivesse num confessionário. Por isso sugere quefalemos com os clientes ao telefone pois conseguimos obter uma visão melhorsobre os nossos serviços.
Sugere também que façamos leituras de clássicos e das suas obras pois elas dão-nosindicações muito fortes sobre a natureza humana e assim conseguimos entendermelhor os nossos negócios.
Explica também que a Internet para amaioria dos negócios é simplesmente uma ajuda, não é a resposta. Dizendo que sea empresa não foi concebida para realizar negócios na Internet não deve esperardaí grandes resultados directos. Completa dizendo que para nove em cada dezempresas, a Internet é um cliente!
A comunicação eletrónica nunca  irá substituir o contacto direto, e oque interessa são as pessoas! 
A Internet leva-nos a negligenciar osrelacionamentos, e os negócios fazem-se de relações!

A ERA DA INFORMAÇÃO

Diz-nos também queestamos na era da informação e com uma sobrecarga de opções.
         Nos anossetenta tínhamos poucas opções de escolha. Hoje em dia, simplesmente com umtelefone e suas funções infinitas como pesquisa, chamadas em espera,reencaminhamento de chamadas, identificador de chamadas, correio eletrónico,etc. e porque a mente das pessoas está cheia de informações e opções a mensagemque temos de transmitir tem de ser clara simples e visual.     E rápida:
·        Que imagem usa para transmitir a suamensagem?
·        Consegue criar a expectativa de que éconfiável e qualificado?
·        A publicidade que produz distingue-o dosoutros?
·        Os seus materiais são feitos com a melhorqualidade?
·        Consegue dominar a arte de criar umagrande primeira impressão?
·        Não crie estereótipos negativos?
·        Simplifique tudo. Crie mensagens simples eclaras. Coloque as pessoas confortáveis com clareza e simplicidade
·        Faça chamadas a frio (cold calls).
·        Coloque os jornais a rádio ou na TV afalar de si.
·        Faça publicidade.
·        Um artigo pode levar a um longo caminho.Editores dos jornais locais estão sempre à procura de material para preencher oespaço.
·        Seja um escritor profissional, numarevista, ou num blog digo eu! É um ´serio investimento no seu público e derelações públicas!
·        Obtenha depoimentos, mas cuidado com eles.Só funcionam se a pessoa tem testemunho credível e autoridade.
·        Evite o uso de palavras como de classemundial, certificada ISO, qualidade superior. Em vez disso, substituí-as comprovas.
·         Evite superlativos. Evite clichés,utilize o discurso direto.
·        Seja específico. A chave é ser breve. Aspessoas querem a sua informação rápida e direta.
·        Deve descrever o que o faz diferente eexcelente, em 25 palavras ou menos.
·        Prepare uma mensagem que todos percebam,edite-a e reescreva-a até o conseguir
·        Verifique se o seu modelo de campanha é oda vodka Absolut. Simples, visual, implícita, diferente, e obsessivo. “Absolutbrilliance”.


Armando Fernandes
Business Coach

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